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Redação 31 de Janeiro, 2026
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Coronel anuncia saída do PSD após ter candidatura limada na chapa governista: “Me botaram pra fora”

Política
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Redação 31 de Janeiro, 2026

O senador Angelo Coronel afirmou neste sábado (31), que vai deixar o PSD Bahia após o impasse envolvendo sua candidatura à reeleição ao Senado nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Frequência News, na qual o parlamentar afirmou que foi colocado para fora do partido.

O conflito em torno da chapa majoritária governista se arrasta há meses, após o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), confirmar interesse em disputar uma vaga no Senado. Com a pré-candidatura à reeleição de Jaques Wagner (PT), a posição de Coronel dentro da composição passou a ser tratada como incerta.

Desde o início das articulações, o senador afirmou em várias ocasiões que tem direito à reeleição e reafirmou que seguirá candidato, agora fora do PSD. Durante a entrevista, Coronel relatou o rompimento com o partido.

“Me botou para fora e eu quero que fique bem claro isso para os baianos. Eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho com direito de reeleição, como o Jerônimo tem, Geraldinho, tem e Wagner tem. Eu não tenho sangue de barata para ser limado e aceitar”, disse Coronel.

O senador também comentou a posição do presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, sobre sua permanência na legenda. “Não houve uma expulsão. Ontem, o presidente do meu partido, falou que é insustentável a permanência de Coronel no partido. Para bom entendedor, meia palavra basta. Então, automaticamente, eu já fui destituído, só faltando oficializar no Tribunal Regional Eleitoral. E quanto à candidatura, evidentemente, como eu sou candidato, só Deus e o povo podem tirar a minha candidatura”, destacou.

Ao abordar a relação pessoal com Otto Alencar, Coronel demonstrou decepção, pela falta de apoio à sua candidatura dentro da chapa governista.

“Porque imagine, ele era o meu patrono, ele sempre foi o meu líder, ele que estava conduzindo a minha reeleição. Eu não seria mentiroso de chegar aqui para os ouvintes e achar que não foi uma decepção, claro que foi uma decepção, não resta dúvida mas não. Eu não tenho raiva, é normal não sei os motivos, eu não quero saber”, expressou Coronel.

Ainda sobre a relação com Otto, o senador destacou que pretende preservar a amizade. “Espero manter a amizade, da minha parte, vou manter porque eu gosto muito dele são 38 anos. Quando eu estava na Assembleia [Legislativa da Bahia] uns tempos atrás, eu era líder da oposição e Otto era líder do governo nós fizemos uma amizade em campos opostos ele batizou meu filho Diego. Sendo líderes de campos opostos você vê que muitas vezes não é porque você está do lado contrário que você tem que tratar a pessoa como inimigo”, destacou.

Por fim, Coronel afirmou que passou a ser alvo de ataques pelo afastamento do grupo político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). “Eu estou sendo menosprezado. Quando eu estava no grupo, eu era ovacionado, eu era elogiado. Mas depois que você sai, você já começa a receber porrada, a receber depreciação. Mas meu couro é grosso, eu não tenho nenhum problema. Pode bater à vontade. Eu sou engenheiro civil e pratico muita lei de Newton, para toda ação terá uma reação em sentido igual ou contrário”, completou.