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Redação 02 de Agosto, 2025
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Cresce a pressão no PT para Rui Costa disputar novamente o governo da Bahia em 2026

Política
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Redação 02 de Agosto, 2025

Pesquisas internas do PT na Bahia reacenderam o debate sobre uma possível candidatura de Rui Costa ao governo da Bahia em 2026. Ex-governador por dois mandatos (2015–2022) e atual ministro da Casa Civil do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rui tem sido apontado como a principal alternativa petista para enfrentar a oposição no estado, diante do fraco desempenho do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas sondagens eleitorais.

A ideia tem ganhado força tanto entre lideranças do PT baiano quanto em setores do partido em Brasília, diante da baixa de Jerônimo nas pesquisas, onde aparece atrás do vice-presidente nacional do União Brasil ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.

Segundo o portal O Bastidor, a avaliação interna é que, ao contrário de 2022, quando Jerônimo aproveitou a popularidade de Lula, em 2026 os eleitores poderão comparar seu governo com os anteriores, e o resultado não tem sido positivo.

A principal fragilidade do atual governador é a segurança pública. A Bahia voltou a figurar entre os estados mais violentos do Brasil, com 40 homicídios por 100 mil habitantes, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado em julho deste ano. O índice é cinco vezes maior que o de São Paulo, estado com a menor taxa do país. O tema tem sido explorado por ACM Neto em suas redes sociais, com críticas diretas à gestão petista.

O plano inicial do partido era manter Jerônimo como candidato à reeleição, com Rui Costa e Jaques Wagner disputando o Senado. Com a possível mudança, o PSD, aliado tradicional do PT na Bahia, perderia espaço, e o senador Ângelo Coronel seria um dos prejudicados.

Segundo informações preliminares, Rui Costa e Jaques Wagner estariam afastados politicamente, e impedir um governador em exercício de disputar a reeleição é um movimento considerado raro. Um exemplo foi em 2002, quando o PT vetou a candidatura de Olívio Dutra à reeleição no Rio Grande do Sul e acabou perdendo o governo.