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Redação 16 de Julho, 2025
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Deputados baianos votam a favor da suspensão de Janones; saiba mais

Política
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Redação 16 de Julho, 2025

Deputados baianos que integram o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados votaram a favor da suspensão por três meses do mandato do deputado federal André Janones (Avante-MG). O parlamentar foi suspenso por proferir ofensas homofóbicas contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante sessão no plenário da Casa na última semana.

A representação contra Janones foi apresentada pela direção da Câmara dos Deputados, da mesma forma como ocorreu com o deputado Gilvan da Federal (PL-ES), após ofender a ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PT).

Os deputados baianos João Leão (PP) e Ricardo Maia (MDB) estão entre os 16 parlamentares que votaram a favor da suspensão decidida na terça-feira (15), que inicialmente pedia seis meses de afastamento, mas o Conselho de Ética entendeu que a pena deveria ficar em três meses.

Janones foi acusado de homofobia após se referir a Nikolas como “Nikole” em tom irônico. Segundo ele, a provocação remete ao discurso feito por Nikolas em março de 2023, no qual o parlamentar do PL, usando uma peruca, afirmou “se sentir mulher” em alusão ao Dia Internacional da Mulher. “Em respeito à forma como ele se identificou publicamente, passei a chamá-lo no feminino até que se retrate”, argumentou Janones.

O relator do caso, deputado Fausto Santos Jr. (União-AM), não aceitou a justificativa. Para ele, a fala teve caráter pejorativo e contribui para reforçar estigmas e preconceitos. “O emprego dessas palavras como forma de xingamento reforça estigmas históricos, normaliza o preconceito e perpetua a marginalização dessa população no espaço público e institucional”, afirmou.

Durante sua defesa, Janones também relatou ter sido alvo de agressões físicas e assédio sexual por parte de deputados do PL logo após o episódio. “De repente eu começo a levar chutes e não eram de brincadeira, eram muito fortes, nas minhas pernas, pela frente e por trás. Como se não bastasse isso: eles começaram a me apalpar, a pegar no meu pênis. Está gravado”, disse Janones, que ainda pode recorrer da decisão ao Plenário da Câmara.