Flávio Bolsonaro deixa jornalistas da GloboNews em saia justa ao citar contrato de R$ 160 milhões entre Vorcaro e emissora
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, deixou jornalistas da GloboNews em uma “saia justa” durante entrevista nesta quinta-feira (14), ao citar contratos milionários entre empresas do banqueiro Daniel Vorcaro e a TV Globo. A declaração ocorreu enquanto o parlamentar comentava o áudio divulgado na quarta-feira (13) pelo The Intercept Brasil, no qual aparece pedindo R$ 146 milhões para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio afirmou que desconhecia qualquer suposta irregularidade envolvendo Vorcaro e disse que o empresário circulava normalmente entre grandes empresários e figuras influentes do país.
“Porque eu devia ter obrigação de saber de algo que o Brasil inteiro não sabia. Na época, em dezembro de 2024, ele era um banqueiro que frequentava as altas rodas de conversa, participava de um monte de festas com os maiores empresários”, declarou.
Na sequência, o senador mencionou investimentos publicitários do banco de Vorcaro em programas da Globo e afirmou acreditar que a emissora também não tinha conhecimento de possíveis irregularidades.
“Inclusive, o Daniel Vorcaro, o banco dele, botou 160 milhões de reais na Globo, programa do Luciano Huck, entre 2025 e 2026. É dinheiro sujo? Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não”, afirmou.
Segundo Flávio Bolsonaro, da mesma forma que havia expectativa de retorno financeiro nos investimentos feitos na emissora, também existia interesse comercial no aporte milionário destinado ao filme sobre Jair Bolsonaro.
“Ele bota um dinheiro com a expectativa de receber um percentual em cima do lucro desse filme, que vai dar, vai ser um filme com uma grande bilheteria”, declarou.
O senador também negou qualquer relação irregular com o empresário e afirmou que não ocupava cargo no governo que pudesse beneficiar Vorcaro em troca do investimento.
“Eu como senador da República na oposição do governo, não era mais o presidente Bolsonaro, eu não tinha absolutamente nada a oferecer em troca pra ele”, disse.
Durante a entrevista, Flávio voltou a defender a criação de uma CPI para investigar o Banco Master e afirmou que o objetivo é separar “bandido de inocente”.
“Mais do que nunca ela é necessária, que é pra separar bandido de inocente. Eu não vou aceitar me vincularem a esses contatos espúrios que o governo do PT tem convocado”, afirmou.