Geddel lamenta perda de espaço do MDB na Bahia: “Bancada menor que a gente esperava”
Geddel também fez críticas ao perfil do candidato Flávio Bolsonaro e comparou sua experiência com a do presidente Lula
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) lamentou, neste domingo (4), a perda de espaço do partido nas eleições de 2026 na Bahia. A declaração foi dada no Palácio de Ondina, em Salvador, onde Geddel acompanhou a apuração do primeiro turno ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Ao avaliar o desempenho do MDB nas disputas para as bancadas estadual e federal, Geddel afirmou que o resultado ficou abaixo das expectativas da legenda. Segundo ele, além das candidaturas que conseguiram se eleger, o partido esperava conquistar outras vagas.
“Eu lamento que tenha havido, no caso da Bahia, tanto para o Estadual como Federal, uma quebra nas expectativas. Não dos nossos fundadores, no caso do Jair e do Ricardo Maia, mas outras expectativas que nós tínhamos, como a Lúcia Rocha em Conquista, o rapaz de Barreiras… foi frustrado e a gente termina tendo uma bancada menor que a gente esperava”, afirmou.
Sobre o segundo turno da eleição presidencial, que será disputado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Geddel demonstrou confiança na campanha petista e afirmou que o cenário de confronto direto deverá deixar mais claras, na avaliação dele, as diferenças entre os dois candidatos.
“A perspectiva é excepcional para o segundo turno. Acho que nós vamos para cima para ganhar a eleição”, declarou.
Geddel também fez críticas ao perfil do candidato Flávio Bolsonaro e comparou sua experiência com a do presidente Lula. Para o ex-ministro, a disputa entre os dois candidatos permitirá ao eleitor avaliar de forma mais clara as diferenças entre os projetos e os perfis dos presidenciáveis.
“Eu acho que agora, num confronto de dois, vai ficar muito claramente definido, estabelecido as diferenças de projetos, de programas e, sobretudo, pessoais”, disse.
Na avaliação de Geddel, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia provocar instabilidade no país. “O Flávio Bolsonaro vai tocar fogo no país no ano que vem. Eu acho que isso ninguém quer, nem o empresariado, nem a população, absolutamente ninguém”, afirmou.
*Com informações do repórter Leonardo Valente