Governo prepara ofensiva de comunicação para evitar desgastes com operação de fraudes no INSS
Após a deflagração da operação da Polícia Federal que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o governo federal montou uma estratégia de comunicação para minimizar desgastes à imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A principal diretriz é reforçar que a investigação partiu de órgãos do próprio governo e que há compromisso em garantir a devolução dos valores desviados de aposentados e pensionistas.
A ofensiva foi articulada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que reuniu a equipe para traçar os próximos passos diante da repercussão negativa do caso. A prioridade é blindar o Palácio do Planalto de críticas da oposição, que tenta associar as irregularidades a um novo escândalo de corrupção na gestão Lula.
Nos bastidores, assessores presidenciais demonstraram insatisfação com a postura do ministro da Previdência, Carlos Lupi. Segundo relatos, ele falhou ao não condenar imediatamente os desvios e preferiu defender Alessandro Stefanutto, que acabou exonerado após ser afastado do cargo de diretor-presidente do INSS.
No entanto, o governo ainda não tem dimensão exata do montante a ser devolvido, nem sabe se as entidades envolvidas possuem condições financeiras para ressarcir os segurados.