O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apoiou nesta sexta-feira (6) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de suspender benefícios extras considerados irregulares nos Três Poderes. Na avaliação de Haddad, cabe ao Congresso criar regras claras para esse tipo de pagamento.
Ele criticou a falta de controle sobre as verbas indenizatórias, afirmando que o instrumento perdeu sua finalidade original de ressarcimento e passou a inflar remunerações. Haddad defendeu a imposição de um teto e disse que os valores pagos hoje são excessivos.
O ministro também lamentou o travamento da reforma administrativa no Congresso, que tinha como foco o enfrentamento dos supersalários no serviço público. Segundo ele, propostas para regulamentar o tema chegaram a ser apresentadas, mas não avançaram.
Haddad falou com jornalistas em Salvador, após participar de uma reunião do diretório nacional do PT.