Igor Dominguez critica governo da Bahia após Atlas da Violência apontar estado como líder em homicídios
O pré-candidato a deputado estadual Igor Dominguez afirmou nesta quarta-feira (27) que os dados do Atlas da Violência 2026 revelam o fracasso da política de segurança pública na Bahia e exigem mudanças imediatas. O relatório, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que o estado registrou 6.061 homicídios em 2024, liderando o ranking nacional em números absolutos — 71% acima de Pernambuco, segundo colocado.
Para Igor, os números representam mais do que estatísticas: “A maior dor não está no ranking, nem nos números. Está dentro das casas dos baianos. Está no medo de andar na rua, na mãe que reza para o filho chegar em casa e no jovem que deveria estar estudando, trabalhando e sonhando, mas acaba virando estatística”, disse.
O Atlas também aponta que a Bahia lidera os homicídios de jovens no Brasil, com taxa de 114,7 mortes por 100 mil habitantes entre 15 e 29 anos — quase 11 vezes mais que São Paulo. Ao todo, foram 3.553 jovens assassinados em 2024.
Igor destacou ainda que, em 2006, antes da gestão do PT no governo estadual, a taxa era de 23,7 homicídios por 100 mil habitantes. Hoje, o índice é de 40,9, um crescimento de 72%. “Foram quase duas décadas do mesmo grupo político no poder. Os números mostram o resultado: a violência não diminuiu, aumentou”, criticou.
Segundo o pré-candidato, a Bahia teve mais assassinatos do que regiões inteiras do país. “Foram 6.061 homicídios na Bahia. A região Sul inteira teve 4.549. O Centro-Oeste todo, 3.283. Isso mostra a dimensão do problema”, afirmou.
Ele também ressaltou que dez municípios baianos aparecem entre as 20 cidades mais violentas do Brasil com mais de 100 mil habitantes. “Não é um problema localizado. É uma epidemia que tomou conta do estado. E os principais alvos são os nossos jovens”, disse.
Para Igor, o Atlas deve servir como alerta e cobrança direta ao governo estadual:
“Esses números não podem ser apenas mais uma notícia que passa. São vidas perdidas, famílias destruídas, uma geração sendo exterminada. A gente não pode aceitar que a violência vire rotina.”