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Redação 27 de Janeiro, 2026
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Jaques Wagner confirma indicação de Lewandowski para consultoria jurídica no Banco Master

Política
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Redação 27 de Janeiro, 2026

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, confirmou que indicou o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski para prestar consultoria jurídica ao Banco Master. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada pela assessoria do parlamentar.

De acordo com Wagner, ele foi consultado sobre a indicação de um jurista qualificado e lembrou de Lewandowski, que havia deixado o STF em 2023. Após a sugestão, o banco decidiu pela contratação.

“Seguramente, o Banco achou a sugestão adequada e o contratou”, afirmou o senador por meio de nota.

O escritório de Lewandowski prestou serviços de consultoria ao Banco Master após o magistrado se aposentar do STF, em abril de 2023. Os valores pagos pelo trabalho não foram divulgados. Em fevereiro de 2024, Lewandowski tomou posse como ministro da Justiça e Segurança Pública, cargo que ocupou até este ano.

Em nota, o ministro aposentado afirmou que, após deixar o Supremo, retomou as atividades na advocacia.

“Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, declarou.

Lewandowski também esclareceu que deixou de atuar na advocacia ao assumir o ministério.

“Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”, diz a nota.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, após enfrentar uma grave crise de liquidez. Paralelamente, a Polícia Federal (PF) investiga, em inquérito em andamento no STF, suspeitas de fraudes em carteiras de crédito e outras operações envolvendo fundos de investimento. O controlador do banco, Daniel Vorcaro, nega irregularidades.