Justiça absolve Renan Santos de acusação de estupro após pedido do Ministério Público
O Ministério Público de São Paulo confirmou que Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão, foi absolvido pela Justiça em um processo no qual respondia à acusação de estupro.
De acordo com a Promotoria, a ação tramitou em segredo de Justiça para resguardar a identidade da denunciante. Após a fase de instrução processual, que incluiu a análise de documentos, laudos periciais e depoimentos, o próprio Ministério Público concluiu que não havia provas suficientes para sustentar a condenação e solicitou a absolvição do candidato.
A confirmação ocorreu após a localização do número do processo, o que permitiu ao órgão verificar oficialmente o desfecho da ação. Até então, as informações apresentadas pela defesa e os dados inicialmente disponíveis não eram suficientes para comprovar a decisão judicial.
O caso ganhou repercussão após uma reportagem publicada em 22 de junho informar que a Justiça de São Paulo negou um pedido da defesa de Renan Santos para retirar das redes sociais publicações que mencionavam um boletim de ocorrência registrado em 2021, no qual uma mulher o acusava de estupro e agressões.
Na ocasião, os advogados do candidato sustentaram que ele havia sido alvo de uma falsa comunicação de crime e afirmaram que a sentença absolutória já havia transitado em julgado. A defesa também informou que o pedido de absolvição partiu do próprio Ministério Público.
Ao analisar a ação sobre a remoção das publicações, o juiz Fabio Evangelista de Moura entendeu que os conteúdos questionados apenas faziam referência à existência do boletim de ocorrência, fato que não havia sido contestado. O magistrado também destacou que os documentos apresentados pela defesa, naquele momento, não eram suficientes para comprovar a absolvição.
Posteriormente, após a localização do número do processo, o Ministério Público confirmou oficialmente que Renan Santos foi absolvido por insuficiência de provas, encerrando o caso na esfera criminal.