Lei da Reciprocidade contra os EUA pode afetar indústria de defesa, alerta ministério
A aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos pode gerar impactos negativos para a indústria brasileira de defesa e segurança. A avaliação foi feita pelo Ministério da Defesa e enviada ao Itamaraty.
A pasta aponta riscos como perda de contratos com empresas norte-americanas, aumento dos custos de projetos e redução da competitividade do setor no mercado internacional.
“É possível inferir que a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica trará impactos negativos para a Base Industrial de Defesa e Segurança. O setor poderá sofrer a perda de contratos com empresas norte-americanas e perda na competitividade internacional, pelo fato de ter em seu processo de produção insumos norte-americanos relevantes”, diz trecho do documento.
O Ministério da Defesa também avalia que “a retração de investimentos oriundos dos Estados Unidos também poderá ocorrer, o que demandará reconfiguração de cadeias de suprimento”, completa a nota técnica.
A nota foi elaborada após solicitação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, à Câmara de Comércio Exterior (Camex), que avalia possíveis medidas de resposta às tarifas aplicadas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros.