Leo Prates diz ser contra cassação de mandato e defende condução equilibrada no caso Zambelli
O deputado federal Leo Prates (PDT) comentou nesta quarta-feira (30), a possibilidade de cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado afirmou em entrevista ao Se Ligue Bahia, que, por princípio, é contra a cassação de mandatos parlamentares, exceto em casos extremos, e demonstrou confiança na condução do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), diante da situação.
“Eu sou contra, a princípio, qualquer cassação de mandato. Mandato é conferido pelo povo. Tenho muita dificuldade em votar pela cassação de colega, a não ser em casos de homicídio, estupro, ou acusações muito graves”, disse o deputado.
Prates defendeu que é necessário respeitar as regras internas da Casa para avaliar a permanência ou não de Zambelli. “Você tem regras claras para permanência do mandato, inclusive a primeira que ela deve cumprir nos próximos dias, meses que são o número de faltas, então assim vamos acompanhar, a gente acompanha com tristeza, eu sei da dificuldade que é você alcançar o mandato de representação popular, eu lamento muito a gente chegar a esse ponto”, destacou o deputado baiano.
Apesar da gravidade da situação, Léo Prates disse confiar na Justiça brasileira e reforçou o apoio à postura de equilíbrio do presidente da Câmara. “Confio bastante na justiça brasileira e nas decisões judiciais, e confio bastante e mais ainda na condução do presidente Hugo Motta que tem se mostrado um presidente sereno, amigo de todas as forças como deve ser que ele saberá conduzir com sabedoria esse momento de bastante gravidade, não só câmara dos deputados, mas de todo o país”, concluiu o deputado.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi detida nesta terça-feira (29) na Itália, segundo informações confirmadas pelo Ministério da Justiça do Brasil. Policiais italianos realizaram a prisão no apartamento onde ela estava hospedada, em Roma.
Zambelli havia deixado o Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, acusada de envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Antes de chegar à Itália, ela teria passado pelos Estados Unidos.
Com informações de Alexandre Galvão.