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Redação 24 de Julho, 2026
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Lula perde força no Congresso e vê apoio despencar às vésperas das eleições

Política
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Redação 24 de Julho, 2026

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao segundo semestre com menor apoio no Congresso Nacional e enfrenta dificuldades para avançar com projetos considerados prioritários antes das eleições. Com o recesso parlamentar iniciado no último dia 18, deputados e senadores só retomam os trabalhos em 10 de agosto, quando começam duas semanas de esforço concentrado para votação de matérias. As informações são do Estadão.

Um levantamento da consultoria Ética Inteligência Política mostra que o índice de apoio às propostas prioritárias do governo caiu de forma significativa em relação ao primeiro semestre de 2025. No Senado, a taxa passou de 75% para 38,5%, enquanto, na Câmara dos Deputados, recuou de 58% para 38,1%.

Segundo a consultoria, o cenário reflete o afastamento entre o Palácio do Planalto e partidos do Centrão, como MDB, PSD, União Brasil, PP e Republicanos. Além disso, o fortalecimento das emendas parlamentares ampliou a autonomia do Congresso nas negociações com o Executivo.

Dados apontam que, até o dia 4 de julho, o governo federal havia liberado R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares, o maior montante já registrado para um período que antecede as eleições. Apesar do volume de recursos destinados aos parlamentares, algumas das principais propostas do Executivo permanecem sem avanço.

Entre elas está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada de trabalho. Embora tenha avançado na Câmara, a tramitação está parada no Senado. Também seguem sem definição projetos que regulamentam o uso da inteligência artificial, os mercados digitais e a PEC da Segurança Pública.

Para a sócia da Ética Inteligência Política, Carolina Venuto, a proximidade das eleições torna o ambiente político ainda mais complexo, já que os parlamentares passam a considerar o impacto eleitoral de cada votação, além das disputas regionais e das alianças partidárias.

A avaliação é de que propostas que exigem maior articulação política devem ficar para depois das eleições, quando o novo cenário político poderá redefinir as prioridades do Congresso e do governo, independentemente de quem vencer a disputa presidencial.