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Redação 22 de Janeiro, 2025
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Manuel Rocha comemora desempenho do agro da Bahia em 2024

Política
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Redação 22 de Janeiro, 2025

Setor movimentou US$ 6,1 bilhões e representou 52% das exportações estaduais

O desempenho do agronegócio baiano em 2024 foi destacado pelo deputado estadual Manuel Rocha (União Brasil), presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia. De acordo com dados da plataforma Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o setor foi responsável por 52% das exportações estaduais, somando quase US$ 6,1 bilhões. O saldo comercial positivo do segmento chegou a aproximadamente US$ 5,5 bilhões, consolidando o agronegócio como um pilar da economia baiana.

“Esses números comprovam a força do agronegócio na Bahia e mostram que, mesmo em um cenário de desafios climáticos e econômicos, o setor continua sendo um pilar fundamental para o desenvolvimento do nosso estado. O agro não é apenas um pilar da economia baiana, mas também leva nossos produtos para o mundo, gerando ainda emprego, renda e oportunidades em diversas regiões do Estado”, destacou o parlamentar.

Os principais produtos exportados foram o complexo soja (45,33% das exportações), seguido por produtos florestais (22,44%), fibras e produtos têxteis (13,81%), cacau e derivados (6,49%), café (4,10%) e frutas (3,39%). A diversificação da pauta exportadora permitiu que a Bahia ampliasse seu alcance para mercados tradicionais como Estados Unidos e Reino Unido, além de conquistar novas parcerias com China, Japão e Índia.

O agronegócio representa cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e desempenha um papel estratégico tanto na Bahia quanto no cenário nacional. “Estamos falando de um setor que promove a inclusão social e mantém a balança comercial em equilíbrio. É um dos maiores motores de desenvolvimento econômico do estado”, destacou Rocha.

Apesar dos resultados positivos, o deputado alertou para entraves que afetam o crescimento do setor, especialmente em infraestrutura e energia elétrica. Ele mencionou que estradas e ferrovias insuficientes encarecem o escoamento da produção, enquanto o déficit energético impede a implantação de grandes projetos. “Precisamos de investimentos estruturais para garantir que o agronegócio baiano atinja todo o seu potencial. Sem isso, nossa competitividade no mercado internacional fica comprometida”, enfatizou.

O desempenho do setor em 2024 reforça a necessidade de políticas públicas e avanços tecnológicos para impulsionar ainda mais a agropecuária no estado. “O agronegócio baiano já é uma potência, mas podemos ir além. Nosso papel é garantir as condições necessárias para que o setor continue crescendo e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da Bahia”, concluiu o deputado.