Na reta final do 2º turno, governo Lula anuncia projeto para perdoar dívidas de MEIs
Na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de medidas voltadas a microempreendedores individuais (MEIs) e empresas enquadradas no Simples Nacional.
Entre as iniciativas está o perdão das dívidas de MEIs inscritos na dívida ativa da União, medida que deverá ser encaminhada ao Congresso Nacional por meio de projeto de lei.
O anúncio foi feito pelo ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, que informou a previsão de cinco medidas no pacote.
“Especialmente depois da pandemia, o nível de endividamento dos microempreendedores individuais aumentou muito. Nós tentamos trabalhar muito para reduzir esse endividamento ao longo dos últimos anos […] mas chegamos à conclusão que ou o Estado brasileiro perdoa a dívida dos MEIs, ou a gente não vai vender esse mal terrível”, afirmou o ministro.
Outra iniciativa anunciada foi o Desenrola 3.0, nova versão do programa de renegociação de dívidas direcionada aos microempreendedores individuais. A proposta prevê a renegociação de débitos com bancos privados e integra o conjunto de ações voltadas a quem enfrenta dificuldades financeiras para manter as atividades empresariais.
Veja a lista de propostas:
- Perdão de dívidas tributárias: projeto de lei complementar prevê o perdão integral de R$ 12,6 bilhões em dívidas de cerca de 3,6 milhões de MEIs inscritos na dívida ativa da União, a partir de 2027. A proposta depende de aprovação pelo Congresso Nacional.
- Compra de dívidas bancárias: o Desenrola 3.0 prevê a compra, pelo governo, de carteiras de dívidas bancárias de MEIs que somam cerca de R$ 6 bilhões. As instituições financeiras deverão oferecer descontos mínimos de 90%, com prioridade para aquelas que concederem os maiores abatimentos.
- PixMEI, com apoio de até R$ 5 mil: iniciativa em estruturação prevê conceder até R$ 5 mil por beneficiário, sem necessidade de devolução, para investimentos nos pequenos negócios. O programa também prevê assistência aos empreendedores, com apoio de parceiros como o Sebrae.
- Aumento do teto de faturamento: proposta em tramitação no Congresso prevê elevar o limite anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também prevê permitir a contratação de um segundo funcionário. As mudanças dependem de aprovação legislativa.
- Dispensa de nota fiscal: decreto presidencial prevê dispensar os MEIs da emissão de notas fiscais nas vendas de produtos e na prestação de serviços a pessoas físicas. Os nanoempreendedores também ficariam dispensados de emitir notas fiscais e de abrir CNPJ.