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Vittor Amorim 05 de Junho, 2025
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Neto diz que crime avança na Bahia e propõe reforço na PM: “Efetivo menor que há 20 anos”

Política
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Vittor Amorim 05 de Junho, 2025

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, criticou a política de segurança pública do governo da Bahia. Durante o fórum SOS Bahia, realizado nesta quinta-feira (5), no Hotel Fiesta, em Salvador, Neto fez uma análise da crise de violência no estado.

Para ele, o estado vive uma sensação de impunidade pela falta de ação firme do poder público.

“A gente sabe que nos estados brasileiros, onde houve redução da criminalidade, onde o tráfico de drogas não domina territórios, é porque eles têm medo. Eles sabem que quando chegam lá, enfrentam o poder firme do governo e não tem vez. E aí a gente vê que na Bahia, infelizmente, há uma sensação de impunidade. A Bahia, inclusive, é o estado do Brasil que menos consegue trazer resultados para os crimes que são praticados e punir os culpados”, afirmou Neto.

Outro ponto criticado por ele foi o sistema penitenciário. “O presídio na Bahia se tornou um espaço para a proliferação do crime, não para a reeducação do criminoso. Então, presídios de segurança máxima, presídios que atuem com efetividade, uma polícia bem equipada, uma polícia valorizada, amparada, bem remunerada, uma quantidade de policiais compatível com o problema”, disse o ex-prefeito.

ACM Neto destacou ainda a redução do efetivo policial baiano nas últimas duas décadas, mesmo com o crescimento da população e das atividades do tráfico e da criminalidade. “Hoje a Bahia, em 2025, tem um efetivo policial menor do que tinha em 2007, quando o PT assumiu o governo. Quase 20 anos se passaram, a população aumentou, o tráfico de drogas chegou, e o efetivo policial é menor do que era há 20 anos atrás. Não tem como resolver dessa forma”, diz Neto.

Ele também criticou o abandono das estruturas policiais no interior do estado. “Você vai para o interior, as viaturas sem combustível, as delegacias fechadas, muitos lugares sem delegado, mais da metade dos municípios da Bahia não tem delegado, a polícia técnica sem condições de trabalho, a gente, anos luz atrás de outros estados brasileiros em termos de tecnologia, de infraestrutura, de inteligência”, afirmou ACM Neto.

ACM Neto também adiantou que pretende ampliar o debate sobre os principais desafios da população baiana nos próximos meses. “A segurança pública é o primeiro, porque a gente entende que hoje é a situação mais grave da pauta principal dos baianos, mas a gente quer, no segundo semestre, fazer discussão parecida, trazendo o problema e apontando caminhos práticos de solução para a educação, para a saúde, para a geração de emprego, para a política de inclusão social”, concluiu Neto.

 

Com informações de Leonardo Valente.