Nunes Marques dá 24 horas para Meta, Google e X explicarem suspeita de ação coordenada pró-Lula
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (22) que Meta, Google e X prestem esclarecimentos, em até 24 horas, sobre suspeitas de mobilização coordenada nas redes sociais a partir do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG), aliado do presidente Lula (PT). A medida atende a um pedido da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com informações da colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles, a campanha de Flávio afirma que o canal, com cerca de 8 milhões de seguidores, orientava apoiadores a divulgar hashtags, compartilhar mensagens prontas e realizar buscas coordenadas no Google, incluindo a frase “Bolsonaro mandou matar Lula”. Os advogados também questionaram a análise da Meta, que não identificou sinais de comportamento coordenado no WhatsApp, mas não detalhou os critérios utilizados.
“Intime-se, com urgência, a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. para que, no prazo de 24 horas, apresente manifestação acompanhada de relatório técnico circunstanciado, com metodologia, critérios, resultados e limitações”, escreveu Nunes Marques na decisão.
O ministro também determinou que as empresas informem se identificaram movimentações suspeitas entre 18 e 20 de outubro e preservem os registros relacionados ao caso para futuras análises.