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Redação 29 de Setembro, 2026
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Óculos inteligentes com câmera não poderão ser usados na cabine de votação em 2026

Política
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Redação 29 de Setembro, 2026

Eleitores que utilizam óculos inteligentes equipados com câmera, microfone ou recursos de gravação não poderão levar os dispositivos para a cabine de votação nas eleições de 2026. A determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vale para qualquer equipamento capaz de registrar, transmitir ou divulgar a escolha do eleitor.

Antes de entrar na cabine, o eleitor deverá desligar o dispositivo e deixá-lo no local indicado pelos mesários. Quem se recusar a entregar o aparelho ficará impedido de votar naquele momento, e a ocorrência deverá ser registrada em ata. Se necessário, a polícia poderá ser acionada.

A regra tem como objetivo preservar o sigilo do voto e evitar práticas como compra ou coação eleitoral. Além dos óculos inteligentes, a restrição abrange celulares, câmeras, filmadoras, relógios e pulseiras conectados, microcâmeras e outros dispositivos capazes de comprometer a confidencialidade da votação.

Caso em 2024 motivou atenção sobre tecnologia

A preocupação com dispositivos capazes de registrar o voto ganhou destaque após um caso ocorrido nas eleições municipais de 2024, em Ourilândia do Norte, no Pará.

Segundo informações divulgadas sobre o episódio, eleitores teriam recebido até R$ 200 para votar em um vereador e utilizado óculos equipados com microcâmera para comprovar a escolha. O caso resultou na cassação do diploma do político e na anulação dos votos obtidos por ele.

O TSE orienta os mesários a solicitar que o eleitor retire o dispositivo antes de entrar na cabine. A Justiça Eleitoral ressalta, porém, que a fiscalização não permite o acesso a arquivos, dados ou senhas armazenados no aparelho.

A tentativa de violar o sigilo do voto pode resultar em detenção de até dois anos, além de outras consequências previstas na legislação eleitoral, dependendo da situação.