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Redação 16 de Janeiro, 2026
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Otto critica “chapa-puro sangue” do PT na Bahia, diz jornal

Política
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Redação 16 de Janeiro, 2026

O senador Otto Alencar (PSD) criticou a possibilidade de uma “chapa-puro sangue” do PT na Bahia, ao fazer referência às eleições de 2006 que contou com uma chapa majoritária formada pelo carlismo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) será o responsável por mediar a crise entre os partidos na Bahia, conforme informações divulgadas pelo jornal Estadão.

Otto também teria revelado que rejeitou uma proposta apresentada para que o deputado federal Diego Coronel (PSD) ocupasse a vaga de vice-governador, como uma forma de tranquilizar a família Coronel com a possível saída do senador Angelo Coronel (PSD), da chapa majoritária. Segundo Otto, a sugestão de colocar Coronel para a suplência é inaceitável. “Isso fere o amor próprio dele. É uma proposta que não deveria ter sido feita”, afirmou ao jornalista Daniel Weterman.

Inicialmente, o jornal havia publicado a informação de que o senador classificou a “chapa-puro sangue” como “carniça”. A assessoria do senador negou e uma nota de repúdio. “Em nenhum momento o senador utilizou qualquer termo pejorativo para se referir a adversários políticos, tampouco a expressão que lhe foi atribuída”, diz a nota.

“O Presidente do PSD na Bahia e da CCJ no Senado, Otto Alencar apenas relembrou, em entrevistas, que chapas chamadas de “puro-sangue”, historicamente, não obtiveram êxito eleitoral, citando como exemplo a eleição de 2006 na Bahia, quando uma chapa da oposição, encabeçada pelo mesmo partido (Paulo Souto/ Eraldo Tinoco) foi derrotada por Jaques Wagner, que se elegeu governador do Estado”, completa a assessoria de Otto Alencar.

Em declarações recentes, o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado e pré-candidato à reeleição, passou a adotar outro termo para a “chapa puro sangue” e a chama agora de “puro-governador”, em referência a liderança do grupo, Jerônimo Rodrigues (PT).

Wagner defendeu a candidatura do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) para o senado, o que colocaria Coronel para fora da disputa na chapa governista.

“Mas o que chama para chapa é o fato de você ter uma chapa com dois ex-governadores, que, modéstia à parte, saíram bem avaliados, que vêm contribuindo agora, eu como líder, Rui como ministro da Casa Civil, com o governo de Jerônimo. Então, a chapa ganha musculatura. É uma chapa puro-governador”, defendeu Wagner.