Partido Novo oficializa Romeu Zema como candidato à Presidência da República
O Partido Novo oficializou, nesta segunda-feira (27), a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República nas eleições de 2026. O anúncio foi realizado em Brasília, após a convenção nacional da legenda, realizada de forma virtual, e contou com a participação do presidente do partido, Eduardo Ribeiro.
Durante o evento, o ex-governador de Minas Gerais agradeceu o apoio recebido dos integrantes da sigla e afirmou estar preparado para disputar o Palácio do Planalto. No entando, o partido não anunciou quem ocupará a vaga de vice-presidente na chapa de Zema.
“Agradecer todos do Partido Novo aqui pela presença e também por endossarem unanimemente meu nome agora há pouco na convenção como pré-candidato e candidato à presidência da República e, como já foi dito aqui, eu me considero com todas as credenciais. Modéstia à parte, até mais do que os meus concorrentes”, disse Zema.
Ainda segundo o ex-governador, o eleitorado busca novos caminhos para a política nacional e citou a experiência de Minas Gerais como exemplo de um cenário semelhante ao que, na avaliação dele, pode ser repetido na disputa presidencial.
Durante o evento, Romeu Zema também apresentou algumas propostas de governo caso seja eleito presidente da República. Confira abaixo:
- Acabar com o que chama de “farra dos intocáveis”, em referência às críticas que faz ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a autoridades que, segundo ele, não seriam responsabilizadas por seus atos.
- Combater a corrupção e manter uma gestão sem favorecimento a parentes, aliados ou grupos políticos.
- Retomar a soberania nacional, argumento que associou ao combate ao crime organizado em áreas sob influência de facções.
- Classificar facções criminosas como organizações terroristas.
- Construir um ‘superpresídio’ em local remoto, “de preferência no meio da Amazônia”, para onde seriam transferidos líderes de facções criminosas.
- Manter líderes do crime organizado presos por longos períodos, afirmando que eles “vão mofar por pelo menos 25 anos”.
- Enfrentar o crime organizado em áreas dominadas por facções, nas quais, segundo ele, a presença do Estado é reduzida.
- Reduzir privilégios e mordomias no setor público, citando como exemplo medidas que adotou durante sua gestão em Minas Gerais.
- Criar um ambiente mais favorável a quem empreende e investe, ao criticar a burocracia estatal e a carga imposta a empresas e empreendedores.
- Estabelecer idade mínima de 60 anos para indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
- Criar um sistema de lista tríplice para a escolha de ministros do STF.
- Acabar com decisões monocráticas do STF em temas já analisados pelo Congresso Nacional.
- Ampliar as privatizações de empresas estatais.
- Rever o modelo de distribuição e uso das emendas parlamentares.