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Redação 28 de Fevereiro, 2024
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PCdoB diz que não votará na eleição para conselheiro do TCM; leia nota

Política
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Redação 28 de Fevereiro, 2024

Nesta terça-feira (27), governistas se ausentaram de reunião na Alba, inviabilizando a candidatura de Fabrício Falcão à vaga de conselheiro

Após o deputado Fabrício Falcão (PCdoB) não conseguir se emplacar na concorrência à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o partido alega manobra de governistas para a inviabilização da candidatura.

Em nota publicada na manhã de hoje (28), o PCdoB afirmou que representantes da sigla não irão comparecer, portanto, para a votação, além de examinar possíveis consequências.

“Diante de tais acontecimentos e resguardando nossa autonomia política, definimos por não comparecer para votar no dia da eleição do conselheiro na Assembleia Legislativa, deixando claro publicamente que não aceitamos a postura desrespeitosa a que fomos submetidos. E mais adiante, vamos examinar melhor o caso na direção do partido para tirar as devidas consequências”, diz trecho do comunicado.

No texto, o grupo lembra ainda que havia um compromisso entre as legendas, já que o deputado Fabrício foi retirado da eleição anterior para dar lugar a Aline Peixoto, esposa do ex-governador Rui Costa.

Leia a nota na íntegra:

Como se sabe, o PCdoB indicou o respeitado deputado Fabrício Falcão para participar do processo de eleição do Conselheiro do TCM na Assembleia Legislativa. Ele reúne as qualidades técnicas, políticas e profissionais para a ocupação da vaga, já que tem vasta experiência parlamentar e formação acadêmica. A apresentação também foi decorrente de um compromisso do governo em torno da indicação de um quadro do PCdoB, depois de na eleição anterior, na qual o deputado Fabricio também era candidato, a candidatura foi retirada para atender um apelo para o apoio a Aline Peixoto.

Não somente foi ignorado o acerto em torno da indicação desta vaga, como foi montada uma operação – um verdadeiro rolo compressor – de inviabilização até mesmo da inscrição para a disputa na Assembleia, não permitindo nem o direito democrático do deputado candidatar-se – uma ação absolutamente injustificável, quando se trata de impedir a qualquer custo o protagonismo de um aliado histórico do PT desde 2006, ano em que derrotamos o carlismo na Bahia. E para completar, a imprensa já anuncia que a vaga seguinte irá para um outro partido, um acordo feito pelo PT e pelo governo, ou seja, excluindo, isolando o PCdoB, uma política deliberada de contenção de um partido de esquerda, de restringir o crescimento de um parceiro.

Diante de tais acontecimentos e resguardando nossa autonomia política, definimos por não comparecer para votar no dia da eleição do conselheiro na Assembleia Legislativa, deixando claro publicamente que não aceitamos a postura desrespeitosa a que fomos submetidos. E mais adiante, vamos examinar melhor o caso na direção do partido para tirar as devidas consequências.

O PCdoB vai completar 102 anos de história neste mês, sempre presente nas lutas do povo brasileiro por democracia e direitos sociais. Nos orgulhamos de nossa trajetória e episódios desse tipo só reforçam nossa unidade para seguirmos firmes e de cabeça erguida em busca da superação dos desafios que se apresentam.

Direção Estadual
Bancada do PCdoB da Assembleia Legislativa