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Redação 17 de Agosto, 2026
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PF encontra conversa de Lulinha com lobista do ‘Careca do INSS’: “Nosso futuro é a Suíça”

Política
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Redação 17 de Agosto, 2026

A Polícia Federal (PF) encontrou mensagens trocadas entre Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeitas de tráfico de influência. Os diálogos mencionam negócios, articulações e reuniões com integrantes próximos ao governo federal. As informações foram divulgadas pelo colunista Tácio Lorran, do Metrópoles.

Em uma conversa de março de 2024, Lulinha menciona reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, o Berger, que ocupava o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde. Em outro trecho, Roberta afirma que ela e Lulinha trabalhavam em um “nível diferenciado” e cita a Suíça ao falar sobre o futuro dos dois.

A investigação também aponta que Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Em uma das transferências, o empresário teria dito a um interlocutor que o dinheiro seria destinado ao “filho do rapaz”. Para a PF, a expressão pode ser uma referência a Lulinha. Antunes também teria buscado viabilizar um contrato para fornecimento de cannabis medicinal ao Sistema Único de Saúde (SUS).

As conversas ainda citam Fernando Bittar, ex-sócio de Lulinha. Em um diálogo, Roberta afirma que Bittar estaria usando o nome do filho do presidente para tentar fechar um “negócio gigante” na Telebras. Ao ser informado, Lulinha pergunta se a informação já havia sido desmentida, e Roberta responde que sim.

Além disso, a PF suspeita que Roberta tenha comprado joias, dado presentes e pago boletos de Marcola com o objetivo de ampliar seu acesso ao núcleo próximo ao governo. Uma conversa de abril de 2024 mostra os dois discutindo opções de joias de diamante. As mensagens, porém, não deixam claro se algum dos itens apresentados chegou a ser comprado.

A defesa de Lulinha nega irregularidades e afirma que ele vive atualmente na Espanha, onde exerce atividades privadas sem relação direta ou indireta com o governo brasileiro. O advogado Marco Aurélio de Carvalho declarou ainda que as quebras dos sigilos fiscal e bancário não apresentaram provas ou indícios de irregularidades. Já Roberto Podval, advogado de Roberta Luchsinger, não comentou o caso devido ao sigilo do inquérito.