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Redação 15 de Maio, 2026
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PF mira ex-governador do Rio, Cláudio Castro, em operação sobre esquema no setor de combustíveis

Política
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Redação 15 de Maio, 2026

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (15), durante a Operação Sem Refino. A ação investiga suspeitas envolvendo um grupo econômico do setor de combustíveis acusado de usar estruturas empresariais para ocultação de patrimônio e movimentações financeiras irregulares.

Agentes federais estiveram na residência de Castro, localizada em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, para cumprir a decisão judicial. As informações são do g1.

Segundo informações apuradas pela TV Globo, a autorização para a medida foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação faz parte de uma frente mais ampla conduzida pela Polícia Federal no contexto da ADPF das Favelas, que apura possíveis conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

Ao g1, o advogado Carlo Luchione, responsável pela defesa do ex-governador, afirmou que ainda não havia sido informado sobre os motivos da busca.

Cláudio Castro deixou o governo fluminense em março deste ano, um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que resultou em sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Atualmente, o governo é exercido interinamente por Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Com a renúncia ao cargo antes da conclusão do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a discussão sobre a cassação perdeu efeito prático. A saída de Castro, porém, abriu uma nova disputa jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre como será definido o nome que assumirá o comando do estado até a eleição regular de outubro.

O cenário ampliou a instabilidade política no Rio de Janeiro, que passou a enfrentar vacância simultânea nos cargos de governador e vice-governador. O STF ainda analisa se a escolha do futuro chefe do Executivo ocorrerá por meio de eleição direta ou indireta.

Mesmo em meio ao impasse, Castro mantém planos para a disputa eleitoral deste ano e pretende concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de outubro.