PM impede ato político em Retirolândia, contrariando determinação de Jerônimo
Ação dos policiais foi classificada como violência política e eleitoral por parte dos correligionários
A Polícia Militar de Retirolândia impediu neste sábado (24), que um carro de som participasse da inauguração do comitê do candidato a prefeito José Ednildo dos Santos (PSB). A ação dos agentes contraria a determinação do governador Jerônimo Rodrigues, que defendeu que os agentes de segurança pública não devem adotar “adesivo partidário”.
A ação dos policiais foi classificada como violência política e eleitoral por parte dos correligionários do postulante ao Executivo municipal.
De acordo com o Informe Baiano, fontes relataram que na última semana uma candidata do PT fez o mesmo evento, e não houve interrupção por parte da polícia.
O caso com o candidato do PSB aconteceu mesmo com a existência de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado por Guene, pela adversária, Nayara de Dió (PT), pelo promotor eleitoral Nívia Andrade e pelo juiz eleitoral Márcio Braga.
A informação é que a confusão começou após uma motociata realizada por Guene, que contou com a participação do deputado estadual Luciano Araujo (Solidariedade), aliado do candidato e da base de Jerônimo. O evento seria encerrado com a inauguração do comitê, que, segundo o parlamentar, não ocorreu porque o proprietário do carro de som foi ameaçado pela PM de ter o veículo apreendido.
Na última terça-feira (20), Jerônimo afirmou em uma solenidade em Salvador, que quer “lisura” da polícia durante a campanha eleitoral.
“Quero lisura e não quero nenhum policial meu, nenhum, com adesivo partidário misturado com a farra. De lado nenhum. O que eu quero é que o melhor ganhe”, declarou.