Prisco detona plano de segurança de Jerônimo: “Deveria ter vergonha de apresentar apenas dois parágrafos”
Candidato a deputado estadual afirma que documento do petista não prioriza o combate à violência e cobra reforço no efetivo das forças de segurança
O candidato a deputado estadual Soldado Prisco (PL) criticou o espaço destinado à segurança pública no programa de governo apresentado pelo governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo o parlamentar, o documento dedica apenas dois parágrafos ao tema, o que, na avaliação dele, demonstra falta de prioridade para uma das principais demandas da população baiana.
“O governador deveria ter vergonha de falar em plano de segurança pública apresentando apenas dois parágrafos. Isso mostra o tamanho da importância que o governo do PT dá à vida dos baianos e às condições de trabalho dos policiais”, afirmou.
No programa de governo, Jerônimo Rodrigues aponta a redução das Mortes Violentas Intencionais (MVIs) como principal indicador da política de segurança e afirma que a Bahia registrou avanços na área, além de listar ações desenvolvidas durante a atual gestão.
Prisco, no entanto, contestou a avaliação e defendeu uma política baseada no fortalecimento das forças policiais.
“Segurança pública não se faz como o PT defende, passando a mão na cabeça de bandido enquanto abandona quem coloca a própria vida em risco para defender a população. É preciso fortalecer a Polícia Militar, garantir efetivo, equipamentos, estrutura, remuneração digna e respaldo para o policial trabalhar”, declarou.
O candidato também citou dados de uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), divulgada recentemente, que apontou déficit de 15.332 policiais militares e 5.747 policiais civis na Bahia. Segundo ele, a falta de efetivo aumenta a sobrecarga dos profissionais e compromete o policiamento.
“Enquanto o policial trabalha sobrecarregado e a população vive com medo, o governo apresenta dois parágrafos. Isso não é um plano à altura da gravidade do problema. A Bahia precisa de uma política séria, construída com quem conhece as ruas e respeita os profissionais da segurança”, afirmou.
Prisco ainda defendeu a realização de concursos públicos, a recomposição permanente dos efetivos e investimentos em inteligência, viaturas, equipamentos, capacitação e assistência à saúde física e mental dos policiais.
“A segurança precisa voltar a ser prioridade. Não haverá redução consistente da criminalidade sem policiais valorizados, preparados e em número suficiente para proteger os baianos”, concluiu.