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Redação 08 de Abril, 2024
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Protegido pela bancada de Jerônimo, Binho Galinha segue impune quatro meses após ação da PF

Política
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Redação 08 de Abril, 2024

Quatro meses após ser alvo de uma operação da Polícia Federal, o deputado estadual Binho Galinha segue sem ser importunado por seus colegas da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Líder do governo Jerônimo Rodrigues (PT) na Casa, Rosemberg Pinto (PT) ainda não indicou o nome dos parlamentares que devem compor o Conselho de Ética para começar a analisar as acusações contra o parlamentar. O líder da oposição, Alan Sanches (UB), fez as indicações necessárias.

Em discurso no dia 11 de março, Pinto saiu em defesa do colega de bancada.

“Cabe ao Tribunal da Justiça julgar e a partir da decisão do TJ é que a Casa Legislativa tem que se manifestar. Nós não somos julgadores, nós não podemos já assumir nenhum posicionamento a priori, quem tem que fazer isso é o Ministério Público e a Justiça que tem que se manifestar. Ao resultado disso, cabe a Assembleia se manifestar, mas não é o momento de nenhuma manifestação da Alba sobre essa questão. Acho que a Comissão de Ética tem que ser instalada e nós vamos indicar, mas não é essa pauta que vai fazer a Casa garantir uma manifestação”, afirmou, sem mover uma palha, quase um mês depois.

Na semana passada, Rosemberg Pinto fez outra promessa de indicação dos membros da comissão. E novamente deu um “bypass” nas apurações. Não indicou um nome sequer.

Segundo a PF, Binho Galinha é o líder de uma organização criminosa na região de Feira de Santana. A milícia de Binho contava também com a participação de policiais militares. Todos foram denunciados pelo Ministério Público por lavagem de dinheiro, agiotagem, receptação qualificada e jogo do bicho.

À época da operação, a Justiça determinou, ainda, o bloqueio de R$ 700 milhões das contas bancárias dos investigados e o sequestro de dez fazendas, nove casas, dois apartamentos, além de terrenos e uma sala comercial, num total de 26 imóveis. Houve ainda a suspensão das atividades econômicas de seis empresas e o pedido de pagamento de multas que ultrapassam os R$ 30 milhões por danos morais coletivos.