Raissa Soares critica falta de acesso a tratamento de alta complexidade na Bahia após morte de jovem com leucemia
A médica e pré-candidata a deputada federal, Raissa Soares (PL), lamentou, nesta quinta-feira (14), a morte da jovem Larissa Amorim Soares, de 29 anos, vítima de leucemia, que segundo Raissa, não conseguiu tratamento adequado na Bahia.
A pré-candidata aponta que o caso expõe problemas estruturais no acesso à saúde de alta complexidade, principalmente para pacientes que precisam sair da Bahia em busca de tratamento. Larissa estava em São Paulo, onde esperava tratamento.
“O caso de Larissa mostra uma tragédia que começa antes da Justiça: começa quando uma família baiana precisa sair do próprio estado para buscar, em São Paulo, uma chance de tratamento que deveria existir com dignidade perto de casa”, afirmou.
Larissa Amorim Soares, de 29 anos, morreu nesta quinta-feira (14), em São Paulo, onde estava internada no Hospital Santa Marcelina para tratamento de leucemia. Natural de Itambé, no sudoeste da Bahia, ela havia deixado o estado em busca de atendimento especializado.
A defesa da família chegou a pedir o cumprimento imediato da liminar e a intimação do Ministério da Saúde. Nos últimos dias, o quadro clínico se agravou. Larissa precisou de oxigenoterapia, foi internada em UTI e acabou sendo intubada antes da morte.
Segundo Raissa, doenças hematológicas agressivas exigem rapidez terapêutica. Ela afirma que o avanço da judicialização revela uma crise no acesso a tratamentos especializados. “A justiça não trará Larissa de volta. Mas quando uma decisão não é cumprida em tempo, quando uma família implora por tratamento e quando a doença avança mais rápido que o Estado, alguém precisa responder”, declarou Raissa.