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Raissa Soares critica PT por falta de apoio à pesquisas após cientista brasileira perder patente: “Falta de prioridade”

Política
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Redação 21 de Fevereiro, 2026

A ex-secretária de Saúde de Porto Seguro e pré-candidata a deputada federal pelo PL, Doutora Raissa Soares, criticou a falta de investimentos públicos em pesquisa científica após a cientista Tatiana Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, relatar a perda da patente internacional da polilaminina por insuficiência de recursos para custear as taxas de manutenção.

A substância descoberta pela cientista tem potencial para reconstruir conexões nervosas e permitir a recuperação de movimentos em pacientes com lesões na medula espinhal, como casos de paraplegia e tetraplegia. De acordo com Tatiana, cortes de financiamento ocorridos principalmente em 2015 e 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), impediram a manutenção das patentes internacionais. Já a patente nacional só foi concedida em 2025, após 18 anos de tramitação, restando apenas dois anos de exclusividade comercial dentro do prazo total de 20 anos.

Em um vídeo nas redes sociais, Raissa atribuiu a perda da patente à ausência de prioridade do poder público e direcionou críticas ao PT. “A doutora Tatiana Sampaio é a pesquisadora brasileira por trás de uma descoberta com potencial de fazer paraplégicos voltarem a andar. Uma inovação que reacende esperança onde antes só existia limitação. E o que o Brasil fez? Deixou a patente internacional vencer por ‘falta de verba’. Não foi falta de dinheiro. Foi falta de prioridade”, afirmou.

“Quando é para bancar o que dá palco e narrativa, o recurso aparece. Quando é para proteger uma inovação capaz de colocar o país na linha de frente da medicina mundial, simplesmente deixam perder. Bilhões vieram à tona com a Operação Lava Jato. Mas para manter ativa uma patente estratégica brasileira, não teve. Isso não é descuido. É decisão”, criticou.

“E decisões assim custam caro: custam avanço, custam protagonismo, custam vidas transformadas. O Brasil tem cientistas brilhantes. O que falta é governo que trate ciência como prioridade de Estado, não como discurso. Chega de enterrar o futuro da nossa nação”, concluiu.