Roberto Jefferson deixa hospital após dois anos e volta para prisão domiciliar
Decisão de transferência para prisão domiciliar foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em caráter humanitário
O ex-deputado federal Roberto Jefferson deixou, neste domingo (11), o hospital onde estava internado há quase dois anos, no Rio de Janeiro. A decisão de transferência para prisão domiciliar foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em caráter humanitário.
Segundo o advogado João Pedro Coutinho Barreto, Jefferson deixou o Hospital Samaritano Botafogo, na capital fluminense, pela manhã, e deve permanecer em sua residência, localizada na cidade de Comendador Levy Gasparian (RJ).
A medida foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhar ao STF relatórios médicos que apontam um quadro clínico grave, justificando a mudança no regime de custódia. Entre os problemas de saúde relatados estão crises convulsivas, desnutrição, síndrome depressiva, infecções urinárias recorrentes, inflamações na boca, colangite (infecção nos canais biliares) e necrose miocárdica (morte de células do coração por falta de oxigênio).
Além disso, Jefferson possui histórico de câncer em órgãos como testículo, pâncreas, tireoide e cólon, além de diabetes e transtorno depressivo.
Preso em agosto de 2021 por incitar atos contra o STF, Jefferson havia conquistado o direito à prisão domiciliar em janeiro de 2022, por motivos de saúde. No entanto, voltou ao regime fechado em outubro do mesmo ano, após descumprir as regras impostas. Na ocasião, ele resistiu à prisão disparando tiros de fuzil e lançando granadas contra agentes da Polícia Federal, se entregando somente no fim do dia.
O ex-deputado foi condenado em dezembro de 2024 pelo STF a nove anos de prisão pelos crimes de atentado ao exercício dos Poderes, homofobia, calúnia e incitação ao crime. Jefferson já havia sido condenado anteriormente no escândalo do mensalão e teve a candidatura à Presidência da República barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022, sendo substituído por Padre Kelmon (PTB).