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Redação 25 de Setembro, 2026
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Rui Costa é citado cinco vezes em delação de Vorcaro sobre suposto esquema ligado ao Master, diz site

Política
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Redação 25 de Setembro, 2026

O ex-governador da Bahia Rui Costa (PT), atual candidato ao Senado, aparece citado na proposta de colaboração premiada apresentada pelo fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo o Poder360, que repercutiu informações publicadas inicialmente pelo UOL, o documento menciona o petista cinco vezes ao tratar de um suposto esquema envolvendo o Credcesta.

Vorcaro afirmou que um grupo ligado a Jaques Wagner e Rui Costa teria recebido vantagens indevidas relacionadas à operação. No entanto, o próprio material não atribui diretamente a Rui Costa valores, contratos ou intermediários ligados aos supostos pagamentos. A proposta de delação foi rejeitada pela Polícia Federal e pela PGR por falta de elementos de corroboração suficientes.

O ponto que coloca Rui no centro da história é sua atuação quando governador da Bahia. De acordo com o Poder360, 16 dias depois da privatização da Ebal, em 2018, Rui assinou dois decretos que ampliaram as possibilidades de exploração do Credcesta, cartão que posteriormente passou a integrar a operação ligada ao Banco Master.

A reportagem do Poder360 afirma ainda que, em 2022, já com o Credcesta ligado ao grupo de Vorcaro, outro decreto assinado por Rui alterou regras relacionadas à portabilidade das dívidas dos servidores estaduais. O veículo sustenta que a mudança beneficiou a operação do cartão; Rui Costa, por sua vez, já declarou que não conhecia o Banco Máxima nem o Banco Master quando ocorreu a privatização e afirmou que a negociação foi realizada com um fundo espanhol.

Na proposta de delação, Vorcaro diz que o suposto esquema teria sido acertado em 2018. O documento fala em pagamentos mensais de R$ 2 milhões por meio de contrato envolvendo a PKL One e outros R$ 1 milhão em espécie. Apesar de citar o chamado “grupo de Jaques Wagner e Rui Costa”, os detalhes apresentados por Vorcaro concentram-se principalmente em pessoas apontadas por ele como ligadas a Wagner.

A defesa de Augusto Lima, empresário citado no caso, negou irregularidades e afirmou que não houve qualquer ato funcional praticado por Jaques Wagner ou Rui Costa em benefício de Lima ou do Banco Master.