Tiago Correia critica abandono da Via Bahia e sistema ferry boat: “tragédia anunciada na Semana Santa”
O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual Tiago Correia (PSDB), voltou a criticar duramente a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a atuação da concessionária Via Bahia, responsável por trechos das BRs 324 e 116 no estado. Durante sessão plenária nesta terça-feira (15), Correia fez um alerta sobre os transtornos que os baianos devem enfrentar no feriadão da Semana Santa, tanto nas rodovias quanto no sistema ferry boat que liga Salvador à Ilha de Itaparica.
“Não dá pra continuarmos pagando pedágio, porque a Via Bahia praticamente já se retirou do estado e nós teremos mais uma Semana Santa de horrores nas estradas da Bahia. É uma tragédia anunciada”, afirmou Correia, convidando colegas parlamentares a presenciarem a situação nas praças de pedágio da BR-324.
O parlamentar ressaltou que a concessão das rodovias, feita há 15 anos no governo Lula e assinada na gestão de Dilma Rousseff, nunca trouxe benefícios reais para os baianos. Segundo ele, a BR-116 já deveria estar totalmente duplicada, como acontece em outros estados, mas o trecho baiano segue esquecido. “A Via Bahia nada fez pela Bahia, só leva nosso dinheiro”, disparou.
Correia também criticou o pagamento de uma indenização bilionária à concessionária. “Ela agora vai receber quase R$ 1 bilhão por ser forçada a sair de um contrato que ela não cumpriu quase nada”, afirmou.
O deputado ainda direcionou críticas ao governo estadual pelo abandono do ferry boat, serviço frequentemente alvo de reclamações da população. “O governador prometeu, ainda antes de assumir, comprar duas embarcações novas. Até hoje, nada. As embarcações estão deterioradas, sujas, sem conforto e colocando vidas em risco”, declarou.
Tiago Correia concluiu seu pronunciamento pedindo providências imediatas: “Já são 19 anos de governo do PT na Bahia e seguimos com esse ferry boat horroroso. É inadmissível que só aqui não se consiga resolver esse problema que se arrasta há décadas.”