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Redação 14 de Abril, 2026
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Transição no TSE antecipa sucessão e destaca perfis de Nunes Marques e André Mendonça

Política
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Redação 14 de Abril, 2026

O Tribunal Superior Eleitoral já definiu as regras que irão orientar as eleições de 2026. Entre os principais pontos, estão medidas para coibir o uso indevido de inteligência artificial em conteúdos eleitorais, incluindo a proibição de materiais manipulados, como deepfakes. As normas também reforçam o enfrentamento à violência política de gênero e ampliam ações voltadas a comunidades tradicionais e quilombolas.

Apesar de as diretrizes já estarem estabelecidas na gestão atual, caberá ao próximo presidente da Corte, com o apoio dos demais ministros, garantir a aplicação prática das medidas durante o período eleitoral.

A mudança no comando do tribunal, inclusive, foi antecipada neste ano. Embora pudesse permanecer no cargo até o início de junho, a ministra Cármen Lúcia optou por adiantar a transição, considerando o curto intervalo até as eleições. A decisão busca assegurar mais tempo para organização e continuidade dos trabalhos.

A escolha da nova presidência segue um procedimento considerado formal, baseado no critério de antiguidade entre os integrantes da Corte.

Natural de Teresina (PI), Kassio Nunes Marques é formado em Direito pela Universidade Federal do Piauí. Iniciou a carreira como advogado e também atuou na Ordem dos Advogados do Brasil no estado. Posteriormente, ingressou na magistratura ao compor o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e, em 2011, foi nomeado desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde chegou à vice-presidência. Em 2020, foi indicado ao Supremo Tribunal Federal após a aposentadoria de Celso de Mello.

Já André Mendonça, nascido em Santos (SP), graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru e possui mestrado e doutorado pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Ingressou na Advocacia-Geral da União, onde ocupou diferentes funções, incluindo a de corregedor-geral. Ganhou destaque ao assumir o comando da AGU no início do governo Jair Bolsonaro, em 2019, e, no ano seguinte, foi nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública. Em 2021, passou a integrar o Supremo Tribunal Federal após aprovação do Senado.