Ufba critica ação militar dos EUA que levou à prisão de Nicolás Maduro: “Interesses imperialistas”
A Universidade Federal da Bahia (Ufba) divulgou, nesta segunda-feira (5), uma nota de repúdio contra a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Para a instituição, o episódio representa um “grave atentado ao direito internacional e à soberania de um país da América Latina”.
No posicionamento publicado nas redes sociais, a Ufba classificou a intervenção como inaceitável e afirma que a operação fere princípios fundamentais da convivência entre as nações, além de comprometer a estabilidade regional.
“É inadmissível que a América Latina continue a ser tratada como território de intervenções militares motivadas por interesses imperialistas, voltados à apropriação de riquezas e ao controle geopolítico de países soberanos. Nesse sentido, a UFBA expressa seu apoio ao posicionamento firme do Governo brasileiro na defesa da soberania das nações, do respeito ao direito internacional e do fortalecimento do multilateralismo como caminho para a resolução de conflitos”, diz a nota.
A instituição declarou ainda apoio à posição adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem defendido a soberania das nações, o respeito às normas internacionais e o fortalecimento do multilateralismo como instrumento para a resolução de conflitos.
“A Universidade Federal da Bahia reafirma, sua total solidariedade ao povo venezuelano e, de modo especial, aos pesquisadores, estudantes, técnicos e professores venezuelanos que integram a comunidade acadêmica nas universidades brasileiras, particularmente na UFBA, reiterando seu compromisso histórico com a democracia, a autodeterminação dos povos e a integração solidária da América Latina”, afirma a instituição.
Também nesta segunda-feira (5), um tribunal federal de Nova York realizou a primeira audiência do caso envolvendo Nicolás Maduro e Cilia Flores. Sem a presença de câmeras, um desenho divulgado pela Justiça norte-americana retratou o casal durante o julgamento, na qual Maduro se declarou inocente de todas as acusações. O presidente venezuelano e a esposa respondem por crimes como narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração criminosa.