“Vendemos para o povo não continuar pagando prejuízo”, diz Rui Costa sobre caso Master e Cesta do Povo
Ministro afirma que negociação foi legal, critica desinformação nas redes e rebate tentativa de associação política feita por opositores
O ministro Rui Costa afirmou que críticas feitas por deputados bolsonaristas, que tentam vincular o PT ao caso Master e à Daniel Vorcaro. Segundo ele, há um cenário de distorção de informações. Segundo ele, o debate público atual exige separar fatos de narrativas.
Os petistas argumentam que a relação entre o PT baiano e o caso Master gira em torno da privatização da Ebal/Cesta do Povo em 2018. O governo estadual, então sob Rui Costa, buscava estancar um déficit anual de quase R$ 90 milhões.
“Vivemos um mundo da realidade virtual com a vida real. A todo o tempo temos que conflitar esse momento de pés no chão com a fantasia e com a mentira que eles reproduzem nas redes”, declarou.
Ao comentar a venda da Cesta do Povo, Rui afirmou que a decisão foi tomada após avaliação financeira e administrativa do equipamento.
“O que vendemos foi um supermercado que estava falido e dava um prejuízo ao estado de quase 90 milhões por ano”, disse.
O ministro explicou que a negociação incluiu toda a estrutura da rede e teve como objetivo evitar que a população continuasse arcando com os custos do funcionamento.
“Vendemos com tudo que ele tinha, com lojas, cartões de crédito, para que o povo pobre baiano, excluído, não ficasse pagando”, afirmou.
Ele também destacou que a manutenção do serviço representava impacto ainda maior nas contas públicas.
“O povo pagava 200 milhões por ano naquele supermercado, e nós tivemos que vender para o povo não continuar pagando”, acrescentou.
Rui Costa ressaltou ainda que o processo ocorreu dentro da legalidade. Segundo ele, a relação envolvendo o governo da Bahia no caso se deu exclusivamente no âmbito institucional.