Vereador Téo Senna critica incoerência da oposição em relação a empréstimos
O vereador Téo Senna (PSDB), vice-líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, criticou o que considerou uma “incoerência” da oposição sobre os pedidos de empréstimos enviados pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) à Casa Legislativa.
Segundo Senna, a Prefeitura solicitou R$ 1,28 bilhão em operações de crédito com finalidade clara e transparente, mas a oposição classifica os projetos como um “cheque em branco”, e questiona a gestão municipal.
“É preciso restabelecer a verdade dos fatos. Esses recursos têm destino certo, que é o equilíbrio das contas, investimentos e continuidade das obras e programas que vêm melhorando a vida dos soteropolitanos”, afirmou Senna.
O vereador também comparou os empréstimos da Prefeitura com os realizados pelo Governo do Estado que recentemente enviou à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) um Projeto de Lei solicitando autorização para contratar um empréstimo de 122,5 bilhões de ienes japoneses, moeda oficial do Japão, cerca de R$ 4,5 bilhões na cotação atual.
“Enquanto a Prefeitura pede recursos equivalentes à construção de um hospital de grande porte ou à requalificação de dezenas de escolas, o governo estadual já tomou dinheiro suficiente para levantar duas pontes Salvador-Itaparica. Onde estão essas obras grandiosas financiadas por tanto dinheiro?”, destacou o verador.
Para Senna, a oposição aplica “dois pesos e duas medidas”. “Criticam a Prefeitura por R$ 1,28 bilhão e aplaudem em silêncio o Governo do Estado por endividar a Bahia em R$ 23 bilhões. Isso não é fiscalização, é conveniência. Nosso dever nesta Casa é defender Salvador, não o jogo partidário”, concluiu.
Bancada da oposição
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB), líder da bancada de oposição, rebateu os argumentos da Prefeitura de Salvador. Segundo ela, os empréstimos solicitados pelo Executivo não indicam destinação específica para os recursos.
“O que a gente questiona é que empréstimo para pagar empréstimo é cheque em branco”, disse Aladilce líder da bancada da oposição. Não falam que o empréstimo é para construir um hospital, porque se fosse estava justificado. Mas o que o prefeito está pedindo é um cheque em branco para alimentar o orçamento, para não cair na situação de déficit fiscal”, disse Aladilce.