Wagner recusou fornecer senhas de celulares apreendidos, diz PF
A Polícia Federal informou que o senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) se recusou a fornecer as senhas de dois celulares apreendidos durante uma operação realizada em sua residência, em junho deste ano, em Salvador.
A informação consta em relatório divulgado após a retirada do sigilo de documentos relacionados ao caso sobre o Banco Master, que envolve investigações sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a instituição financeira.
Segundo o documento, os agentes encontraram um aparelho Samsung preto e outro celular branco durante o cumprimento da busca. O relatório registra que “o investigado negou o fornecimento de senhas dos aparelhos”.
A diligência ocorreu no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros.
A PF também analisa a relação de Wagner com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro. De acordo com a corporação, foram reunidos diálogos extraídos de celulares, registros de voos, fotografias, documentos e contratos que passaram a integrar a investigação.
Entre os pontos analisados estão possíveis vantagens econômicas relacionadas a viagens, ingressos para shows e a negociação de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,45 milhões, que tornou-se impedida à pedido do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a busca na residência do senador, os agentes também apreenderam dinheiro em espécie e relógios. O relatório aponta a localização de R$ 16,5 mil, US$ 16.795 e € 39.675, além de diversos relógios de luxo. Parte dos valores estava em uma mala atribuída a Wagner e outra quantia foi encontrada em um cofre no closet da residência.