Brasil registra mais de 31 mil casos de SRAG e Fiocruz alerta para avanço de síndromes gripais em 18 estados
A circulação de vírus respiratórios segue em alta no Brasil e já resultou em 31.768 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apenas em 2026, com 1.621 mortes registradas. Os dados constam em boletim recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que também aponta a Covid-19 como responsável por 33,5% dos óbitos, seguida por influenza A e rinovírus.
Segundo o levantamento, mais de 70% dos diagnósticos positivos recentes estão ligados justamente à influenza A e ao rinovírus, que lideram a circulação entre os vírus respiratórios no país.
O estudo ainda indica que 18 estados e o Distrito Federal estão em níveis de alerta, risco ou alto risco para agravamento de casos. Em 13 dessas unidades, a tendência é de crescimento nas próximas semanas.
A Bahia está entre os estados que podem enfrentar piora no cenário, assim como Acre, Tocantins e Pernambuco. Já Mato Grosso e Maranhão aparecem com os quadros mais críticos no momento.
Apesar do avanço em diversas regiões, os especialistas observam que, em nível nacional, há sinais de desaceleração no longo prazo, com possibilidade de estabilização e até redução de casos em determinadas áreas.
A SRAG ocorre quando quadros gripais evoluem para formas mais severas, podendo causar dificuldade respiratória e exigir internação. Entre os vírus associados estão influenza A, influenza B e Covid-19 — todos com vacinação disponível gratuitamente pelo SUS.
A pesquisadora Tatiana Portella reforça que a imunização é essencial para reduzir o número de casos graves e mortes. Ela também orienta que pessoas com sintomas gripais evitem contato com outras pessoas e, se necessário sair, façam uso de máscara.
A campanha de vacinação contra a gripe segue em andamento em todo o país, com prioridade para grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e gestantes.