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Redação 06 de Novembro, 2026
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Governo descarta surto de mpox na Bahia; Brasil registra 665 casos da doença em 2026

Saúde
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Redação 06 de Novembro, 2026

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) negou, nesta sexta-feira (6), a existência de um surto de mpox em Salvador ou em qualquer outra região do estado. O posicionamento foi publicado após um internauta publicar nas redes sociais que a capital baiana estaria passando por um surto.

Apesar de afastar a possibilidade de surto, a pasta mantém o acompanhamento epidemiológico e orienta a população a ficar atenta aos sintomas. De acordo com o painel de monitoramento da Sesab, a Bahia registrou cinco casos confirmados de mpox em 2026, além de 31 notificações suspeitas e 189 descartadas.

A Sesab, no entanto, mantém a orientação para que pessoas com lesões na pele ou nas mucosas, quando acompanhadas de outros sintomas ou após contato com casos suspeitos, procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

O vírus causador da doença pode ser transmitido principalmente por contato direto com:

  • Lesões ou erupções na pele de pessoa infectada;
  • Secreções corporais (pus, sangue das lesões, saliva);
  • Objetos contaminados (roupas, toalhas, lençóis, utensílios).

Também é possível contrair a mpox por meio do contato próximo e prolongado com secreções respiratórias de uma pessoa infectada.

No cenário nacional, o Brasil contabiliza 665 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. Diante da circulação do vírus, a pasta anunciou, nesta quinta-feira (5), a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a doença para reforçar os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os estados com registros da doença, São Paulo contabilizou 300 casos confirmados ao longo deste ano, sem mortes notificadas. Somente nos últimos 30 dias, foram aproximadamente 60 confirmações. Já a cidade do Rio de Janeiro registrou 74 casos nos últimos dois meses.

A mpox é uma doença viral que pode provocar febre, dores musculares, dor de cabeça, calafrios, fraqueza e lesões na pele. As erupções podem evoluir de manchas para bolhas e crostas, atingindo rosto, mãos, pés, boca e região genital. Os sintomas costumam durar de duas a quatro semanas, segundo o Ministério da Saúde.