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Redação 13 de Outubro, 2025
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Metanol: Anvisa libera fabricação emergencial de etanol injetável

Saúde
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Redação 13 de Outubro, 2025

O pedido foi apresentado pelo laboratório Cristália, que será responsável por toda a fabricação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (11), a produção emergencial de etanol injetável, substância usada no tratamento de intoxicações causadas por metanol. A decisão ocorre em meio ao aumento de casos relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas no país.

O pedido foi apresentado pelo laboratório Cristália, que será responsável por toda a fabricação. Segundo a Anvisa, o lote será doado ao Ministério da Saúde e distribuído à rede pública hospitalar. O objetivo é garantir estoque suficiente do antídoto diante do cenário de emergência.

De acordo com o Ministério da Saúde, já foram registradas 246 notificações de suspeitas de intoxicação, com 29 casos confirmados, 217 em investigação e 249 descartados. O órgão reforçou que o consumo de bebidas de origem duvidosa tem representado risco crescente à saúde pública.

Na quinta-feira (9), o governo federal também recebeu 2.500 unidades do fomepizol, outro antídoto utilizado no tratamento da toxicidade por metanol, reforçando o estoque estratégico do SUS.

Produção emergencial

A autorização segue as regras da Resolução 994/2025, publicada em 3 de outubro, que estabelece condições temporárias para a fabricação de álcool etílico injetável em situações de emergência sanitária. O texto define que apenas empresas nacionais que cumpram padrões técnicos e sanitários rigorosos poderão produzir o medicamento, que terá validade de até 120 dias.

A Anvisa informou que a medida integra um plano de resposta rápida para conter os efeitos do surto, garantindo autossuficiência temporária na produção do antídoto. O etanol injetável age neutralizando os efeitos tóxicos do metanol, prevenindo danos neurológicos e renais graves em casos de envenenamento.

O reforço da produção nacional complementa as ações coordenadas pelo Ministério da Saúde, que monitora o avanço das ocorrências e orienta estados e municípios sobre protocolos clínicos e procedimentos de emergência.