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Redação 17 de Outubro, 2025
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Ministério da Saúde lança campanha nacional de combate à sífilis

Saúde
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Redação 17 de Outubro, 2025

Com foco em jovens e gestantes, ação reforça testagem, prevenção e tratamento gratuitos pelo SUS durante o Outubro Verde

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (16) a Campanha Nacional de Enfrentamento à Sífilis, com o tema “Sífilis tem cura – Faça o teste, trate-se e previna-se”. A mobilização tem como objetivo reforçar a importância da prevenção, da testagem e do tratamento da doença, que estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A campanha tem como público principal jovens de 15 a 30 anos, gestantes e seus parceiros. De acordo com o ministério, a proposta é utilizar uma linguagem leve e acessível para incentivar o autocuidado e a prevenção durante o Outubro Verde — mês dedicado à conscientização e combate à sífilis.

Durante todo o mês, a programação contará com webinários abertos ao público, realizados às quartas-feiras, a partir das 10h30. Os encontros abordarão temas como diagnóstico, manejo clínico, prevenção e vigilância. As transmissões também ficarão disponíveis para acesso posterior.

O Boletim Epidemiológico de Sífilis 2025, divulgado nesta semana, aponta uma redução no número de casos da doença no país. Nos últimos três anos, o Brasil registrou 2.093 casos a menos. Ainda assim, em 2024 foram notificados 256 mil casos de sífilis adquirida, 89 mil em gestantes e 24 mil casos congênitos — quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê. O país contabilizou ainda 183 mortes em decorrência da doença.

O Rio de Janeiro apresentou a maior taxa de detecção de sífilis em gestantes (68,3 casos por mil nascidos vivos), enquanto o Tocantins teve a maior incidência de sífilis congênita (17,8 casos por mil nascidos vivos).

Para ampliar o diagnóstico, o Ministério da Saúde informou ter expandido o acesso ao teste rápido combo HIV/sífilis, que detecta as duas infecções de forma simultânea. Em 2025, a oferta do exame aumentou em mais de 40%, totalizando 6,5 milhões de unidades, com investimento de R$ 9,2 milhões.

“O exame é simples, rápido e gratuito, e permite o início imediato do tratamento — essencial para interromper a transmissão, inclusive durante a gestação”, destacou a pasta em nota.