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Redação 16 de Agosto, 2026
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Prefeitura reforça combate à dengue e concentra ações em cinco bairros de Salvador; veja quais

Saúde
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Redação 16 de Agosto, 2026

Itapagipe, São Caetano/Valéria, Subúrbio Ferroviário, Cabula/Beirú e Pau da Lima apresentaram maiores índices de infestação no último levantamento

A Prefeitura de Salvador intensificou as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya. A estratégia inclui inspeções em imóveis, eliminação de criadouros, aplicação de larvicida, campanhas educativas e mutirões de limpeza.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), cerca de 80% dos focos do mosquito são encontrados dentro das residências, o que torna a participação dos moradores uma das principais medidas para reduzir a proliferação do inseto.

Entre as recomendações estão eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas e ralos, descartar materiais que não são utilizados e permitir a entrada dos Agentes de Combate às Endemias nos imóveis.

De acordo com a diretora da SMS, Andrea Salvador, as equipes realizam inspeções periódicas nos 12 Distritos Sanitários da capital.

“As equipes trabalham na rotina eliminando criadouros do mosquito, aplicando larvicida e executando o bloqueio de transmissão em áreas de surto”, explicou.

Ela também destacou o monitoramento do Índice de Infestação Predial por meio do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), além de ações educativas e mutirões de limpeza urbana realizados em parceria com a Limpurb.

Regiões com maior infestação

Os índices de infestação e a circulação dos vírus variam entre as regiões de Salvador. No 2º LIRAa de 2026, realizado entre 4 e 8 de maio, cinco Distritos Sanitários apresentaram os maiores índices:

● Itapagipe

● São Caetano/Valéria

● Subúrbio Ferroviário

● Cabula/Beirú

● Pau da Lima

Nessas regiões, os principais criadouros encontrados pelas equipes estavam em vasos de plantas, pratos, pingadeiras e frascos. Também foram identificados focos em recipientes usados para armazenar água, como baldes, tambores e tonéis.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o período de chuvas exige atenção redobrada porque a água acumulada em recipientes favorece a reprodução do mosquito.

“Como o clima tropical litorâneo mantém temperaturas quentes durante o ano inteiro, a água das chuvas acumulada em pequenos recipientes ao ar livre provoca a eclosão em massa dos ovos depositados no ambiente, aumentando a população de mosquitos adultos”, afirmou Andrea Salvador.

Dengue lidera entre as arboviroses

Entre as arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti em circulação em Salvador, a dengue apresenta historicamente o maior número de casos, com períodos de maior transmissão ao longo dos anos. Chikungunya e zika também circulam na cidade, mas em menor escala.

Quem apresentar sintomas como febre, dores no corpo, manchas na pele ou dores intensas nas articulações deve procurar uma unidade de saúde para avaliação.

Moradores que identificarem terrenos abandonados ou imóveis desocupados com acúmulo de água podem solicitar uma vistoria das equipes de Combate às Endemias pelo Fala Salvador, no telefone 156.