Cresce o número de mulheres que acusam personal trainer de importunação sexual
A Polícia Civil da Bahia investiga denúncias de importunação sexual contra um personal trainer em Salvador, após relatos de mulheres que afirmam ter sido assediadas durante atendimentos particulares. O caso ganhou repercussão quando a enfermeira e influenciadora digital Maria Emília Barbosa expôs ter sido vítima, o que motivou novas queixas.
De acordo com a investigação, pelo menos nove mulheres já prestaram queixa formal contra o profissional. A denúncia original aponta que o suposto assédio ocorreu durante avaliação física, quando o personal teria exigido que a atendida usasse biquíni e, em um segundo atendimento, tocado partes íntimas da vítima.
Após tornar o caso público, a vítima relatou ter recebido mensagens de dezenas de outras mulheres com relatos semelhantes, muitas, segundo ela, nunca haviam conseguido procurar ajuda. O registro formal foi feito na delegacia, que iniciou os procedimentos de investigação, incluindo oitivas e análise de imagens de segurança.
O conselho regional de profissão correspondente, CREF‑13/BA, informou que instaurou processo administrativo para avaliar o caso e afirmou repúdio a qualquer forma de assédio no exercício da profissão. A defesa do acusado declarou que não emitirá nota pública por enquanto, afirmando que vai seguir os trâmites legais nos autos.
A repercussão do caso reacende o chamado à denúncia e ao acolhimento de vítimas. Autoridades e representantes da sociedade enfatizam a importância de dar voz a quem sofreu abusos e de garantir o respeito à dignidade e à segurança das pessoas atendidas em espaços privados.