Droga por delivery: décimo suspeito é preso em operação contra grupo criminoso em Feira de Santana
Operação Linha Sombria investiga grupo que mantinha uma central para receber pedidos e distribuir entorpecentes na cidade
A Polícia Civil da Bahia prendeu mais um suspeito de integrar uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas no sistema de “delivery”, em Feira de Santana. O homem, de 27 anos, se apresentou espontaneamente à polícia nesta terça-feira (8), quando o mandado de prisão temporária foi cumprido.
Com a nova prisão, a Operação Linha Sombria chegou a dez pessoas presas por envolvimento com o grupo. Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam uma estrutura semelhante à de um serviço de entrega para receber pedidos, organizar e distribuir drogas.
A operação foi deflagrada na última sexta-feira (4). Na ocasião, foram presos o homem apontado como líder do grupo, de 39 anos, e a esposa dele, de 20, que seria responsável pela logística da organização. Os dois foram encontrados em uma residência no bairro SIM.
Outros cinco investigados foram presos em Feira de Santana, um em Itaberaba e outro no estado de São Paulo. Ao todo, também foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão.
Durante as ações, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, carregadores, celulares, dinheiro em espécie, balança de precisão, máquina de contar dinheiro, máquinas de cartão, relógios, óculos, uma motocicleta, um carro de luxo avaliado em mais de R$ 400 mil e drogas.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo mantinha uma central de atendimento para receber e gerenciar pedidos de entorpecentes, que depois eram encaminhados para distribuição. As investigações também apontam que a organização tinha ligação com um grupo criminoso do Rio de Janeiro.
A Operação Linha Sombria é realizada pela 9ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Feira de Santana), unidade do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), com participação de outros departamentos e unidades da Polícia Civil da Bahia e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).