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Redação 06 de Janeiro, 2026
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Feminicídios com arma de fogo crescem 52%; Salvador está entre as capitais com maior número de registros

Segurança
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Redação 06 de Janeiro, 2026

Levantamento aponta 11 ocorrências na capital e Região Metropolitana; maioria dos crimes foi cometida por parceiros ou ex-companheiros

Os casos de feminicídio e tentativa de feminicídio cometidos com arma de fogo cresceram 52% em 2025, e Salvador aparece entre as regiões metropolitanas com maior número de ocorrências no país. De acordo com levantamento do Instituto Fogo Cruzado, 11 mulheres cis e trans foram vítimas desse tipo de violência na capital baiana e na Região Metropolitana ao longo do ano.

O estudo analisou dados das regiões metropolitanas de Salvador, Rio de Janeiro, Recife e Belém e aponta que, no total, ao menos 50 mulheres foram baleadas em contextos de violência de gênero em 2025. Em 2024, haviam sido registrados 33 casos.

Em Salvador, os crimes ocorreram, em sua maioria, dentro de residências ou em locais de convivência das vítimas, reforçando o padrão de violência praticada por parceiros ou ex-companheiros. Um dos casos mais recentes foi o assassinato de Rayane Barreto Marques dos Santos, de 20 anos, morta a tiros pelo namorado em um apartamento do Residencial Lagoa da Paixão, no bairro Moradas da Lagoa, no dia 22 de novembro.

No dia seguinte, outra mulher, identificada como Joseane Cássia dos Santos, foi encontrada morta dentro de um veículo estacionado em um supermercado na Avenida Elmo Serejo de Farias, no bairro CIA I. Ela apresentava marcas de tiros. Um homem encontrado morto no mesmo local é apontado como autor dos disparos.

O levantamento também chama atenção para o envolvimento de agentes de segurança nesses crimes. Em média, a cada quatro feminicídios praticados com arma de fogo em 2025, um teve como autor um profissional da segurança pública. Ao todo, 12 casos foram registrados no país neste ano, número superior ao de 2024, quando oito ocorrências do tipo foram contabilizadas.