Clima
Min 22ºc - Max 28ºc Salvador
Calendário
quarta-feira, 24 de Junho, 2026
Redação 01 de Dezembro, 2025
Icone - Autor

Passageiro é interceptado em Salvador com mais de 200 unidades de Mounjaro presas ao corpo

Segurança
Icone - Autor
Redação 01 de Dezembro, 2025

Um passageiro que desembarcou no Aeroporto Internacional de Salvador foi flagrado transportando 222 unidades do medicamento Mounjaro fixadas ao corpo. O caso foi identificado pela Receita Federal e acendeu novo alerta sobre o avanço da produção e circulação irregular de versões manipuladas do produto na capital baiana.

A apreensão ocorreu no dia 15 de novembro, durante a fiscalização de um voo internacional operado pela companhia aérea TAP. Os dispositivos estavam ocultos sob a roupa do viajante e, segundo a Receita, tinham como possível destino laboratórios de manipulação em Salvador.

Atualmente, apenas uma empresa no Brasil possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fabricar e comercializar o Mounjaro em escala industrial. Há, no entanto, permissão legal para manipulação individual da substância mediante prescrição médica para doses específicas.

O episódio ocorre dias após uma operação da Polícia Federal que desmantelou um grupo suspeito de fabricar ilegalmente medicamentos à base de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. Após a ação, entidades médicas protocolaram um pedido junto à Anvisa para que seja suspensa, de forma preventiva, a produção e a venda de versões manipuladas das chamadas “canetas emagrecedoras”.

Segundo a solicitação, a medida deve atingir não apenas a tirzepatida, mas também substâncias semelhantes, como semaglutida — já proibida em versões manipuladas —, retatrutida e outros compostos relacionados à classe dos agonistas de GLP-1 e GIP.

A Polícia Federal informou que o esquema investigado operava em escala industrial e sem atender aos padrões exigidos de segurança e qualidade. Entre os alvos da investigação está o médico baiano Gabriel Almeida, apontado como um dos principais envolvidos na falsificação e distribuição irregular do produto.

Criadas inicialmente para o tratamento de diabetes e, posteriormente, também utilizadas contra a obesidade, as canetas injetáveis ganharam popularidade no Brasil e passaram a integrar o centro de uma série de ocorrências envolvendo contrabando, falsificação e até roubos em estabelecimentos farmacêuticos.