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Redação 16 de Julho, 2026
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Pastora e pais são presos por suspeita de apoiar facção criminosa por meio de projeto religioso

Segurança
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Redação 16 de Julho, 2026

A pastora Rhavenna Barcelos de Almeida foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), durante a Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil. Ela e os pais, também pastores evangélicos, são investigados por supostamente utilizar um projeto religioso para prestar apoio operacional e financeiro ao Comando Vermelho.

Segundo as investigações, Rhavenna integrava o projeto Resgatando Vidas, que desenvolvia atividades religiosas com detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE). No entanto, a Polícia Civil afirma que a atuação da investigada ia além da assistência espiritual e incluía vínculos com integrantes da organização criminosa.

De acordo com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a pastora mantinha relacionamentos com membros da facção e frequentava comunidades dominadas pelo grupo no Rio de Janeiro.

Durante a investigação, os policiais tiveram acesso a fotografias em que Rhavenna aparece ao lado de lideranças da organização e de foragidos da Justiça. Também foram encontradas imagens em que ela segura armas de fogo durante visitas a áreas controladas pela facção.

Os pais da investigada, Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, também foram alvos da operação. Segundo a polícia, o casal utilizava o prestígio conquistado por meio da atuação religiosa para favorecer os interesses da organização criminosa.

As apurações indicam que o projeto religioso teria sido utilizado para facilitar a comunicação entre presos e pessoas em liberdade, além de intermediar contatos com lideranças da facção.

A Polícia Civil também investiga movimentações financeiras consideradas suspeitas e viagens frequentes do grupo ao Rio de Janeiro. Conforme a investigação, parte desses deslocamentos teria sido financiada por integrantes da organização criminosa.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a participação de cada envolvido e analisar o material apreendido durante a operação.