‘Playboy da Mercedes’ é investigado por crimes diversos, incluindo violência doméstica e injúria racial
Flávio de Lima Portela, conhecido como “Playboy da Mercedes”, foi preso nesta quarta-feira (19) sob suspeita de roubar celulares de pedestres no bairro da Pituba, em Salvador, utilizando seu próprio carro de luxo, uma Mercedes-Benz C200. A investigação aponta que ele já responde a inquéritos por violência doméstica, injúria racial e outros crimes desde 2020, segundo levantamento do Portal A TARDE.
A primeira denúncia de violência doméstica foi registrada em fevereiro de 2023, quando sua ex-companheira relatou à polícia sofrer violência moral por meio de calúnia, difamação e ameaças. No ano seguinte, a vítima voltou a denunciá-lo, levando à expedição de uma medida protetiva, que foi descumprida por Flávio dois meses depois.
Segundo uma fonte policial, ele possui um histórico extenso de ocorrências criminais. “Entre 2020 e 2024, ele acumulou diversas passagens pela polícia, incluindo roubo, injúria racial e violência doméstica. A primeira denúncia envolveu assédio moral contra a ex-companheira, seguida por uma nova acusação mais grave. Ainda estamos apurando se houve violência física”, afirmou a fonte, que preferiu não se identificar.
Além das denúncias feitas pela ex-companheira, Flávio também é investigado por um inquérito de injúria racial e um roubo ocorrido em 2023, no bairro do Rio Vermelho. Na ocasião, ele teria oferecido carona a um conhecido, levado a vítima para a região do Nordeste de Amaralina e, com a ajuda de um comparsa, a agredido e roubado.
Roubo de celulares na Pituba
Flávio, de 39 anos, foi localizado na região do Acupe de Brotas nesta quarta-feira (20). As investigações conduzidas pela delegada Maritta Souza, titular da 16ª DT/Pituba, apontam que ele e quatro comparsas cometeram os assaltos entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025. Enquanto Flávio dirigia a Mercedes-Benz C200 azul, avaliada em cerca de R$ 150 mil, um dos envolvidos abordava as vítimas.
A delegada revelou ao Portal A TARDE que um dos comparsas participava ativamente de todas as ações criminosas e seria responsável por subtrair os pertences das vítimas. Durante depoimento, Flávio alegou que roubava para sustentar o vício em drogas, mas a versão é contestada pela polícia. “Ele afirmou que cometia os crimes para comprar drogas, mas sua condição financeira não justifica essa motivação. O carro está registrado em seu nome e, no momento da prisão, ele usava um Rolex”, disse Maritta Souza.
Ainda conforme a delegada, o principal comparsa de Flávio também pertence a uma família de classe média alta. A polícia segue realizando diligências para localizá-lo, assim como os outros envolvidos no esquema criminoso. “Estamos trabalhando para identificar todos os participantes, recuperar os celulares roubados e apreender a arma utilizada nos assaltos”, concluiu a delegada.
Flávio segue preso enquanto aguarda a decisão judicial.