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Redação 26 de Junho, 2026
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Polícia prende dupla suspeita de usar app de namoro para extorquir vítimas em Salvador

Segurança
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Redação 26 de Junho, 2026

Dois homens foram presos nesta sexta-feira (26), em Salvador, suspeitos de integrar um grupo criminoso que utilizava aplicativos de relacionamento para atrair vítimas e cometer uma série de crimes. A ação foi realizada durante a Operação Pilot, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia.

Segundo as investigações da 7ª Delegacia Territorial (DT/Rio Vermelho), a organização criminosa é suspeita de praticar roubos, extorsões, estupros e associação criminosa. As apurações apontam que, ao menos, 15 pessoas podem ter sido vítimas do esquema. As informações são do A Tarde.

Além das prisões, policiais civis cumpriram dois mandados de busca e apreensão em imóveis localizados no bairro da Federação.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam aplicativos de relacionamento e redes sociais para se aproximar das vítimas. Após o primeiro contato, marcavam encontros, geralmente às sextas-feiras e nos fins de semana.

Sob o pretexto de seguir para um local mais reservado, as vítimas eram levadas para outro imóvel, onde permaneciam em cárcere privado por, no mínimo, duas horas.

No local, os investigados, armados com armas de fogo ou armas brancas, obrigavam as vítimas a desbloquear os celulares para realizar transferências bancárias, além de roubar dinheiro, cartões, aparelhos eletrônicos e outros pertences.

As investigações também apontam que algumas vítimas foram agredidas fisicamente e submetidas à violência sexual durante as ações do grupo.

Conforme a Polícia Civil, a organização atuava de forma estruturada havia pelo menos cinco meses, com divisão de funções entre os integrantes e escolha criteriosa das vítimas por meio das plataformas digitais.

Até o momento, cinco inquéritos policiais embasam a operação. No entanto, a polícia acredita que o número de vítimas seja superior a 15 e continua as investigações para localizar outras pessoas que possam ter sido alvo do esquema.

A Operação Pilot foi resultado de cerca de 40 dias de investigação e contou com o apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom). Segundo a Polícia Civil, a ação teve como objetivo interromper a atuação do grupo, reunir novas provas e identificar outros possíveis envolvidos e vítimas.