Vendedor de lanches morre em ação da PM e ônibus é queimado durante protesto em São Cristóvão
Moradores fecharam a principal via do bairro após a morte de Léo do Lanche; região amanheceu sem circulação de ônibus e um novo protesto está previsto
Uma operação da Polícia Militar terminou com a morte de um vendedor de lanches e provocou uma onda de protestos no bairro de São Cristóvão, em Salvador. Após a morte de Léo do Lanche, como era conhecido na comunidade, moradores incendiaram um ônibus, queimaram pneus e interditaram a principal via da região na noite de quinta-feira (23).
Na manhã desta sexta-feira (24), a circulação de ônibus permaneceu suspensa por causa dos reflexos da manifestação. Há expectativa de um novo protesto ao longo do dia.
Segundo relatos de moradores, a ocorrência aconteceu na localidade da Lessa Ribeiro, durante uma ação da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). Testemunhas afirmam que disparos foram efetuados e um dos tiros atingiu a cabeça de Léo. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos.
Familiares e moradores contestam a ação policial e afirmam que Léo era um trabalhador, sem envolvimento com atividades criminosas. Conhecido por vender lanches na comunidade, ele começou o negócio utilizando uma bicicleta, depois adquiriu uma motocicleta e, recentemente, havia inaugurado o próprio ponto comercial.
Os familiares da vítima prestaram depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde afirmaram que Léo foi morto durante a ação policial. O caso será investigado.
Até a publicação desta matéria, a Polícia Militar ainda não havia divulgado a versão oficial sobre a ocorrência que resultou na morte do vendedor de lanches.