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Redação 19 de Fevereiro, 2026
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Wagner assume que PT pensou em tirar Jerônimo da chapa majoritária na Bahia

Política
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Redação 19 de Fevereiro, 2026

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou, pela primeira vez, que houve articulações para substituir o governador Jerônimo Rodrigues (PT) como candidato à reeleição, mas revelou ter atuado diretamente junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para impedir a alteração. A declaração foi dada em entrevista ao Blog do Villa.

Segundo Wagner, o debate ultrapassou os bastidores da política baiana e chegou ao núcleo nacional do partido. “Realmente alguns começaram a cogitar uma troca de candidatos. Eu sou contra você romper a naturalidade da política. Qual é a naturalidade da política? A reeleição”, declarou.

O senador afirmou ainda que levou sua posição pessoalmente ao presidente da República, que acabou concordando com o argumento apresentado. “Eu realmente disse ao presidente: vamos manter a naturalidade política. Ele, como respeita muito a nossa caminhada aqui na Bahia, acolheu”, relatou.

Embora tenha evitado críticas diretas aos defensores da mudança, Wagner reconheceu que as discussões foram influenciadas por resultados de pesquisas qualitativas consideradas mais delicadas para o governador. Ainda assim, minimizou o cenário e relembrou o processo eleitoral de 2022 para justificar a confiança no atual chefe do Executivo estadual.

“Lembre que em 2022, olhando pesquisa, disseram que eu estava maluco de sair com Jerônimo. E no final eu não estava maluco, eu estava com a certeza de que a gente tinha o que apresentar”, afirmou.

O parlamentar também citou dados recentes de avaliação do governo. “Jerônimo é o candidato nosso, ele é o governador, tem uma avaliação positiva, a última avaliação dele bateu os 52%, então não vejo o porquê [substituir]”, disse.

Sobre a possível composição da chapa, com Jerônimo na disputa pela reeleição e ele próprio ao lado do ministro Rui Costa na corrida pelo Senado, Wagner rejeitou o rótulo de “chapa puro sangue” e preferiu destacar a experiência administrativa do grupo. “Eu prefiro chamar de chapa GGG. É puro G. Só tem governador que trabalhou muito pela Bahia”, argumentou.

Apesar de ser considerado um dos principais articuladores políticos do grupo governista, o senador ressaltou que a decisão final sobre o anúncio oficial cabe ao governador. “Quem comanda essas decisões, óbvio que tudo é compartilhado, mas quem comanda é o governador”, concluiu.